Chez Maria Trindade

Morte aos feios na espuma da austeridade
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Tumblrizar por aí
Chez Nous

Se é alfacinha aproveite o facto de amanhã começar a Feira do Livro e mendigue hoje nas livrarias da capital os monos que elas já não querem nem para levar para o Parque Eduardo VII.

Depois de rasgar os livros página a página e apenas com cola e alguma arte de mãos pode copiar o modelo de topo que apresentamos, que até lhe poderá servir de vestido de noiva se quiser aproveitar o próximo mês casamenteiro de Santo António, para além de expressar uma paixão pelos livros que é sempre um costume bem aceite socialmente, mesmo por quem tradicionalmente não lê.

Se é professora pode, pelo mesmo método, transformar as cartolinas que comprou para acartar para a escola e os seus alunos terem com que trabalhar num vestido galante para visitar a Feira do Livro, tanto mais que as aulas estão quase a acabar e ninguém lhe garante que no próximo ano lectivo não vai engrossar o rol dos desempregados.

Já que a Moviflor está com salários em atraso e credores à perna e, o IKEA para além de ser mais caro ainda lhe exige o seu trabalho para montar os móveis, nada como fazer os seus próprios móveis para renovar a decoração do seu lar, quase sem custos e de forma muito poupadinha.

Porque não pegar nos seus próprios skates, que já não tem coragem de usar em público para não lhe chamarem eterno adoloscente, ou nos dos seus filhos e, fazer uma estante sem esforço nenhum, já que basta colocá-los no sítio e segurar a estante com livros e bibelots?… 

Pode ainda colocar os skates na parede com a ajuda de suportezinhos para ganhar uma vitrine para os seus troféus e exibir a todos as suas vitórias.

O tempo não está de nenhuma estação mas como já está um pouquito mais de calor, pode usar as capas dos edredões ou até os lençóis mais usados da cama dos seus filhos  para os reciclar em vestidos leves para o Verão.

Basta dar-lhes um corte sensual, com alcinhas e corpete cintado. A saia deve ser ampla e rodada, com ou sem folho. E assim consegue, na maior poupança, um vestido casual muito apropriado para a praia, para o campo, ou para meios urbanos como hipermercados. 

A invocação dos santos está hoje tão na moda quanto os santinhos de pano pendurados ao peito numa guita, os bentinhos, que se usavam nos tempos das nossas bisavós e, como tal, só podemos recomendar que use e abuse desta simbologia nos seus acessórios.

Para eles, recomendamos que colem numa gravata a santa da sua preferência e que a usem nos dias em que se sintam mais inseguros, para além da natural insegurança masculina. Tudo correrá pelo melhor como quando recebia uma festinha da sua mãe no alto da sua cabeça ou quando às vezes consulta uma astróloga no máximo sigilo.

Para elas e, considerando a maior complexidade feminina, sugerimos a utilização de vários anéis com diversas santas para poder colocar em vários dedos no mesmo dia. Basta colar os seus santos favoritos em paralelepípedos pequenos de barro, encaixados em argolas e, deixar secar.

Sabemos que já digitalizou as suas fotografias antigas e já as guardou no seu computador para ser trendy e fashion como convém a quem não quer estar out , mas ainda não deu caminho aos negativos das mesmas pelo que hoje lhe apresentamos a solução in e amiga do ambiente.

Execute uma mini-saia vintage e romântica como a da fotografia, ajustada ao seu tamanho e medidas e, para fazer conjunto utilize os pares de óculos de cinema 3D que foi juntando para produzir um sutiã com a ajuda de elástico preto fino. Este modelo é muito versátil para ocasiões de festa e produz uma imagem exclusiva por ser fabricado com as suas próprias memórias.

Sabemos como é difícil a vida de um homem só, sem ninguém que lhe ajeite o colarinho da camisa antes de sair, sem ninguém que lhe lembre onde deixou os óculos ou as chaves e, por isso, hoje decidimos ajudá-lo a tornar a vida menos penosa.

Arranje uns quadradinhos de madeira ou de aparite e pinte-os de cores significativas para si ou que fiquem a condizer com a decoração do hall de entrada da sua casa. Coloque-os na parede da divisão de entrada e de saída. Fixe em cada um uma colher ou um garfo dobrado, que até pode ser daquele  faqueiro que a sua mãe lhe deu rezando a todos os santinhos para que se casasse mas apenas tem sempre talheres em demasia. E finalmente, é só pendurar nestes auxiliares de memória as suas chaves, os seus óculos ou até as facturas que não se pode esquecer de pagar.

Se tem vários cartões de débito e de crédito que já para nada lhe servem porque é que não lhe faz o ajustamento de os retirar em definitivo da carteira para os transformar numa peça nova para o seu guarda-roupa?…

Adira ao Adjustment Cards Style e crie uma colorida saia de meia-estação de patchwork de cartões, para vestir no dia a dia e, com a vantagem de poder complementar o visual com pulseiras, colares e brincos do mesmo material.

Caso não possua os cartões necessários para o efeito pode usar o sistema de trocas com os seus amigos e vizinhos, tão antigo e tão habitual em tempos de carência de moeda.

Se não encontra sentido para a vida que leva sentindo-se um mero pagador de impostos e sem direito a algo na vida como nem acontecia ao feliz possuidor de um Volkswagen, dedique-se à bricolage The meaning of life style.

Esta tendência de decoração e de auto-ajuda sem ter de ler livros pauta-se pela construção de relógios que dão sempre um grande sentido à vida e uma sensação de que se domina o tempo. Se para o efeito usar o velho aparelho telefónico dos seus pais ou avós sentirá a felicidade dos tempos de criança. E se usar a jante que guardou de recordação da sua querida viatura que foi obrigado a vender para pagar as mercearias voltará a ter a sensação de dominar o tempo e o espaço. 

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Nada como mudar de camisola para conseguir uma imagem renovada. E é tão fácil fazê-lo e sem gastar um cêntimo que seja. A nossa sugestão é que pegue naquela t-shirt que já não gosta e já usa, muito por culpa das lavagens frequentes que a tornaram largueirona e, a torne num coletinho ou bolero mais ajustado às suas formas, mais sensual e mais feminino. Basta abrir a t-shirt de alto a baixo, pela frente, marcar a altura desejada e coser as costuras, aproveitando o excesso de tecido para fazer dobras charmosas.

Também com aquela écharpe quilométrica que lhe ofereceram e, que nunca usou por não saber o que fazer com aquilo, pode agora fazer um bolero ou uma camisola, com ou sem capuz. Se ao olhar para o seu guarda-roupa lhe parece que não tem nada para vestir esta é uma forma eficaz e barata de o virar de cima para baixo.

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